Acho uma graça!!!
Estamos vivendo momentos de total inversão de valores. Uma estudante comparece para assistir às aulas numa faculdade. Tem contato com os colegas, fala com professores, vai ao banheiro, à cantina e retorna à casa. Tudo dentro da normalidade, sem sustos. Outra, comparece em vestido de cor forte, muito curto, em saltos altíssimos e muito maquiada. Anda pelas rampas como se estivesse numa passarela, abaixa-se e mostra o fio dental que usava. Provoca os rapazes com olhares e posturas. Há tumulto e a turba grita para ela "FRUTA". Ela chama a PM sai da escola escoltada pelos soldados vestindo um avental branco. Quem procurou o tumulto? Quem provocou a algazarra? Quem é o autor da agitação? Os rapazes que queriam "comer" aquela "fruta" exposta? A escola que não proibiu a entrada daquela estudante nos trajes em que se encontrava? As colegas que reprovaram as atitudes que a estudante tomou? A midia fala na saia curta da estudante e a chama ou de menina ou de moça, com o que não posso concordar. Saias curtas tem aos montes na faculdade e jamais trouxeram problemas. Saias curtas não são novidade. Nos anos 1920 elas eram tão curtas que as mulheres usavam até ligas enfeitadas nas coxas e não eram taxadas de "frutas". Nos anos 1970/80 as saias eram tão curtas que as moças usavam shorts por debaixo delas e também não eram chamadas de "frutas". Voltando à questão: de quem é a responsabilidade pela confusão que se tornou a noite de aulas daquela faculdade? Posso estar errada, mas acredito que não foi a saia curtíssima da tal aluna que causou todo o reboliço e sim a atitude dela dentro daquele traje. Ela é o pivô dessa pendenga. Ela criou a situação que tornou-se insustentável. Ela atiçou os machos de plantão. Ela fez questão de chamar a policia e sair dali escoltada, apesar de os professores terem se oferecido para ajudá-la. Ao que parece, tudo o que essa aluna queria conseguiu: sair na midia e ser famosa às custas de seu corpo. De menina ou moça essa estudante não tem nada. Trata-se de mulher que soube provocar os machos de e machões de plantão naquela noite. O grupo não aceitou as posturas dessa estudante e rejeitou as atitudes dela a ponto de virar assunto para a imprensa internacional que não tem mais o que fazer. Agora ela está posando de vítima. Diz que quase foi estuprada e que quer receber indenização por danos morais. Caso os inspetores de páteo da faculdade a chamassem e advertissem sobre o tipo de roupa e de maquiagem que ela vinha usando, a patrulha de plantão diria que a escola invadira o livre direito de ela escolher as roupas que deveria usar. A estudante teria feito um enorme barulho e chamado a atenção da midia sobre ela, também. Com o não houve essa advertência, a mídia cai sobre a escola como se ela fosse obrigada a dar à aluna aquilo que ela não teve em casa: berço, ou, educação. Ela não recebeu orientação de como trajar-se para ser respeitada pelo grupo que pertence. Ultrapassou o limite do aceitável e faz pose de vítima. Apesar de eu entender que ela está errada por não ter se portado com a dignidade necessária, não aceito a atitude dos machos de plantão que se excederam na dose. Também entendo que expulsar essa aluna não resolverá o problema, mas concordo com a suspensão dos baderneiros. Depois desse entrevero todo, quero deixzar claro que mulher que se expõe como essa, não expõe somente ao seu corpo. Expõe a todas nós mulheres, feias, bonitas, gordas ou magras, loiras ou ruivas. Todas nós que temos sentimentos e vontades ficamos expostas e na mira das patrulhas de cor, raça, credo e comportamento. Reprovo a atitude dessa aluna que não soube se comportar no meio acadêmico; o usou para tirar proveito e se lançar na vida pública, como reprovo a baderna criada em torno de uma mulher que se exibia. Pensemos, contudo que os hormônios masculinos falaram alto e se ela estivesse num palco receberia gordas gorjetas. Elza
Escrito por Elza às 13h20
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